| Bom, bonito e barato? |
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| Dá para acreditar que apartamentos econômicos possam ser bem construídos, bonitos e, além de tudo, baratos? |
Agora, todo mundo só fala nisso – já é possível comprar a casa própria, o apartamento dos sonhos. Aquela história de comprar um terreninho lá longe, em prestações por 10 anos, depois ir juntando o material, chamar os amigos para bater uma laje, isso tudo acabou.
Agora, dá para comprar um apartamento num condomínio seguro, com lazer, muito bem construído e bem acabado, localizado numa região com bons serviços, muito transporte, escola, tudo que a gente quer, precisa e merece.
Mas a sabedoria popular é conhecida – quando a esmola é demais, o santo desconfia. Dá para acreditar que um apartamento bem localizado, bem projetado, barato e financiado, seja bem construído? Que as paredes não sejam de papelão?
Dá, sim. Os repórteres do Jornal Elite Lar foram investigar, e entrevistou os arquitetos da firma MCAA, especializada em projetos para o mercado imobiliário. E descobriu que a tecnologia já foi muito longe. Nesta reportagem, explicamos como esse “milagre” é possível.
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| Terreno e garagem |
Os arquitetos Luiz Eduardo Oliveira, diretor e sócio, Paulo Gambini, diretor associado, e Marcelo Nunes, coordenador associado, explicam que uma série de fatores contribui para diminuir os custos de construção. Paulo garante que “o econômico é um bom negócio para o comprador – ele vai encontrar conforto, um bom projeto, segurança e lazer, relativamente como num apartamento de médio ou alto padrão. As diferenças são que a planta é menos flexível, não aceitando grandes mudanças, e a área é menor”.
Um dos fatores que reduzem o custo é o terreno – quanto mais plano for, melhor. Quanto menos movimentação de terra, mais economia. Exatamente por isso as garagens nos econômicos são na superfície, e não subterrâneas. Escavar e movimentar a terra custa caro.
“Dependendo do projeto – quem explica é Luiz Eduardo - sai mais barato fazer uma garagem vertical que uma subterrânea”. |
| Paredes mágicas e elevadores |
Pense nos grandes prédios que você já viu em construção por aí – são grandes lajes sustentadas por pilares de concreto armado, e as paredes são feitas de placas de tijolo, bloco, tijolo baiano ou placas de gesso – dry wall (parede seca no jargão da engenharia). Não dá para colocar rede, por exemplo, que a parede não agüenta.
Nos econômicos, esses pilares enormes e pesados são substituídos por paredes de um tipo de bloco de cimento especial. Ele é que faz a estrutura de sustentação, distribuindo o peso e permitindo redução de custos. Como numa casa normal, onde não há pilar de concreto. Claro que há limites – não deve passar de 20 andares, por exemplo, e o pé direito não pode ser alto demais.
Outra vantagem é que, nesse tipo de construção, o salão de festas e o hall de entrada são menores e, com isso, é possível construir apartamentos chamados de Giardinnos – ou seja, com jardim, pois estão no térreo. Verdadeiras casas!
O problema da altura não existe num econômico, pois outro fator que diminui custos é o número de unidades por andar. Marcelo explica que, “se projetarmos dois edifícios, cada um com quatro apartamentos por andar, teremos quatro elevadores e duas escadas”.
Mas, se for um edifício apenas, com oito unidades por andar, “continua serão apenas dois elevadores e uma escada”. Fica bem mais barato, claro.
Esses exemplos são apenas alguns. Há muitos outros que provam que é possível fazer apartamentos, bons, bonitos e baratos. E Luiz Eduardo lembra um ponto importante.
“As pessoas conhecem o mercado atual. Elas vão aos estandes de venda de apartamentos de alto e médio padrão. E querem no apartamento de 50 m2 as mesmas coisas que existem num de 120 m2”.
Para ele, muitos dos conceitos modernos, como churrasqueira no terraço, salas integradas, banheiro com janela, brinquedoteca, piscina, salão de festas, quadra de esportes, estão presentes nos econômicos. O que muda, segundo ele, é o tamanho do apto. e a quantidade de unidades no empreendimento.
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